Como expedir até dois quilos de livros para Timor por €2,49

Professora portuguesa que lecciona no mais jovem país do mundo lança apelo: dirigir-se a um balcão dos Correios e expedir até dois quilos de livros

Custa pouco, quase nada, fazer um pouco mais felizes estudantes de Timor-Leste. O apelo circula na internet, feito por uma professora portuguesa que lecciona no mais jovem país do mundo. A ideia é simples: dirigir-se a um balcão dos Correios e expedir até dois quilos de livros.

Segundo a professora, devem ser remetidos “livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc.” – o que é de evitar: “gramáticas e manuais escolares”. Já os dicionários, “mesmo que um pouquinho desatualizados, são bem-vindos”. O critério é explicado por Joana Souto, no apelo que chega de Díli: “Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os [conhecimentos] básicos de comunicação. Parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas”.

Para fazer chegar os livros a Díli é fácil: Enviar uma encomenda em tarifa económica para Timor (“insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!”, recomenda a voz da experiência), por 2,49 euros. “Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço”.

As encomendas devem ser remetidas em nome de Joana Isabel Freitas Leite Domingues Souto para a Embaixada de Portugal em Díli, Av. Presidente Nicolau Lobato, Edifício ACAIT, Díli - TIMOR LESTE.

[Debate] NOITE (TARDE) DE MÁ LÍNGUA @ São Luiz, Sábado 17h30

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DEBATE
12 DEZ

NOITE (TARDE) DE MÁ LÍNGUA

BALANÇO DE 2009
JARDIM DE INVERNO
Sábado às 17h30
Preço: 
€5

Sinopse

Na televisão privatizada e alargada dos anos 90 deram que falar e abordaram, entre a seriedade e a comédia, as temáticas essenciais ao país. Foram o barómetro do que seria importante na discussão política nacional. Mais de uma década depois e por uma tarde somente, voltam a reunir-se no Jardim de Inverno Manuel SerrãoMiguel Esteves Cardoso Rui Zink para uma Noite (Tarde) da Má Língua. Este momento, “sem rede” e “sem controle”, promete a assertividade das línguas afiadas dos oradores.

O artista português é tão bom como os melhores

Local Teatro São Luiz, Lisboa SALA PRINCIPAL M/16, 
Hora: Domingo às 17h30

Criação original de um espectáculo baseado numa narrativa da autoria de Manuel João Vieira, tendo como ponto de partida os diversos personagens ou ‘alter egos’ deste artista, como o Candidato Vieira, O artista contemporâneo Orgasmo Carlos ou os cantores Lello Minsk  e Elvis Ramalho, vocalistas das Bandas Irmãos Catita e Ena pá 2000.

Preço: 12 a 25 EUR
Desconto 50% Estudantes, maiores de 65 anos, pessoas com deficiência e acompanhante, desempregados, profissionais do espectáculo, funcionários da CML e Empresas Municipais (extensível a um acompanhante).

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Sinopse

Num pulo, recuemos ao bairro de Campo de Ourique e à década de 1970, antes do 25 de Abril.

Foi ali mesmo ao pé da pastelaria A Tentadora, lugar de passagem de Manuel João Vieira – julgamos que o nome dispensa apresentações – que o futuro artista se deparou com o slogan, inscrito num cartaz, que viria a decidir o título do espectáculo que tem hoje em mãos: “O soldado português é tão bom como os melhores.” Na altura de dar nome ao seu mais recente projecto, que sobe ao palco do São Luiz a partir da próxima sexta-feira, dia 11, fez uma leve adaptação e concluiu que O Artista Português é Tão Bom Como os Melhores seria a melhor forma de se anunciar. Como é habitual, não vem sozinho: Lello Minsk, Elvis Ramalho, Lello Marmelo, o Candidato Vieira ou Orgasmo Carlos são alguns dos alter-egos que o acompanham nesta nova investida e abrem ao público as portas do seu universo, colorido por várias identidades.

O projecto começou por ser um álbum com material das várias bandas que lidera, passou a concerto e culminou com um convite do São Luiz à escrita de um texto original que reunisse no mesmo espaço as várias personagens que o cantor, compositor e artista plástico costuma apresentar separadamente. Juntam-se então os Ena Pá 2000, o Quarteto 4444, os Irmãos Catita, os Corações de Atum e um quarteto de cordas, e está alinhado um espectáculo que não é bem um concerto, também não será performance e é mais ou menos teatro. A definição do autor? “Não sei exactamente o que é, mas vamos tentar pô-lo em pé. Rima e tudo!” Continua Manuel João Vieira: “Isto partiu de um ponto A e chegou a um ponto Z, completamente diferente, passando por outros pontos do abecedário. É uma espécie de manta de retalhos.”

A liderar está um apresentador “que não gosta de apresentar, não se interessa realmente por nada e quer apenas falar dos próprios problemas”. É ele que vai introduzindo os delírios pouco ortodoxos dos alter-egos e faz a passagem para as actuações das bandas, cujos membros servem de apoio à acção. António Pires é o responsável pela encenação, Filipe Melo tem a direcção musical. A cenografia assenta numa ideia do pintor João Vieira, pai de Manuel João Vieira, entretanto falecido. “Vou tentar manter o plano que o meu pai tinha”, admite o protagonista, que acabou por colocar em cena também o seu trabalho como artista plástico.

Porque este não é um one man show, Vieira está acompanhado por outros actores e figurantes, uns em palco, outros projectados num ciclorama, ainda que as personagens filmadas sejam também multiplicações da sua pessoa e fruto da sua imaginação. “Eu, no fundo, não interpreto coisíssima nenhuma”, garante.

Bárbara Cruz

quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009