- Pūrṇam adaḥ pūrṇam idam
- Pūrṇāt pūrṇam udacyate
- Pūrṇasya pūrṇam ādāya
- Pūrṇam evāvasiṣyate.
- That is whole, this is whole
- From the whole, the whole arises[3]
- When the whole is taken from the whole
- The whole still will remain

NOITE (TARDE) DE MÁ LÍNGUA
Sinopse
Na televisão privatizada e alargada dos anos 90 deram que falar e abordaram, entre a seriedade e a comédia, as temáticas essenciais ao país. Foram o barómetro do que seria importante na discussão política nacional. Mais de uma década depois e por uma tarde somente, voltam a reunir-se no Jardim de Inverno Manuel Serrão, Miguel Esteves Cardoso e Rui Zink para uma Noite (Tarde) da Má Língua. Este momento, “sem rede” e “sem controle”, promete a assertividade das línguas afiadas dos oradores.

Foi ali mesmo ao pé da pastelaria A Tentadora, lugar de passagem de Manuel João Vieira – julgamos que o nome dispensa apresentações – que o futuro artista se deparou com o slogan, inscrito num cartaz, que viria a decidir o título do espectáculo que tem hoje em mãos: “O soldado português é tão bom como os melhores.” Na altura de dar nome ao seu mais recente projecto, que sobe ao palco do São Luiz a partir da próxima sexta-feira, dia 11, fez uma leve adaptação e concluiu que O Artista Português é Tão Bom Como os Melhores seria a melhor forma de se anunciar. Como é habitual, não vem sozinho: Lello Minsk, Elvis Ramalho, Lello Marmelo, o Candidato Vieira ou Orgasmo Carlos são alguns dos alter-egos que o acompanham nesta nova investida e abrem ao público as portas do seu universo, colorido por várias identidades.
O projecto começou por ser um álbum com material das várias bandas que lidera, passou a concerto e culminou com um convite do São Luiz à escrita de um texto original que reunisse no mesmo espaço as várias personagens que o cantor, compositor e artista plástico costuma apresentar separadamente. Juntam-se então os Ena Pá 2000, o Quarteto 4444, os Irmãos Catita, os Corações de Atum e um quarteto de cordas, e está alinhado um espectáculo que não é bem um concerto, também não será performance e é mais ou menos teatro. A definição do autor? “Não sei exactamente o que é, mas vamos tentar pô-lo em pé. Rima e tudo!” Continua Manuel João Vieira: “Isto partiu de um ponto A e chegou a um ponto Z, completamente diferente, passando por outros pontos do abecedário. É uma espécie de manta de retalhos.”
A liderar está um apresentador “que não gosta de apresentar, não se interessa realmente por nada e quer apenas falar dos próprios problemas”. É ele que vai introduzindo os delírios pouco ortodoxos dos alter-egos e faz a passagem para as actuações das bandas, cujos membros servem de apoio à acção. António Pires é o responsável pela encenação, Filipe Melo tem a direcção musical. A cenografia assenta numa ideia do pintor João Vieira, pai de Manuel João Vieira, entretanto falecido. “Vou tentar manter o plano que o meu pai tinha”, admite o protagonista, que acabou por colocar em cena também o seu trabalho como artista plástico.
Porque este não é um one man show, Vieira está acompanhado por outros actores e figurantes, uns em palco, outros projectados num ciclorama, ainda que as personagens filmadas sejam também multiplicações da sua pessoa e fruto da sua imaginação. “Eu, no fundo, não interpreto coisíssima nenhuma”, garante.
Bárbara Cruz
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Today 56 newspapers in 45 countries take the unprecedented step of speaking with one voice through a common editorial. We do so because humanity faces a profound emergency.
Unless we combine to take decisive action, climate change will ravage our planet, and with it our prosperity and security. The dangers have been becoming apparent for a generation. Now the facts have started to speak: 11 of the past 14 years have been the warmest on record, the Arctic ice-cap is melting and last year's inflamed oil and food prices provide a foretaste of future havoc. In scientific journals the question is no longer whether humans are to blame, but how little time we have got left to limit the damage. Yet so far the world's response has been feeble and half-hearted.
Em português, no Público