Estou deveras atrasado para conhecer o mundo

Há pouco tempo, quando Erik e eu fomos apresentar uma palestra sobre Bonito (Mato Grosso do Sul) no 8º Encontro de Viajantes, tive a oportunidade de ouvir uma fala muito interessante de um grande viajante, o Luis Filipe Gaspar, sobre a sua vivência em http://jeguiando.com/2011/02/15/o-que-viajar-significa-para-voce

Minha inquietação é tamanha. Daquelas insistentes, que me acompanham e dão mobilidade à vida. Apesar de ter a necessidade de criar raízes, de sentir o aconchego do familiar, minha inquietação me faz sempre querer por o pé na estrada. Não estou à busca de algo. A busca é em si o que procuro. Nada mais. Quero poder sempre fazer planos, ter a perspectiva e a expectativa de conhecer um lugar novo ou revisitar um lugar antigo, que sempre é novo, porque nunca permanecemos os mesmos.

Não lembro quem me perguntou sobre o que viajar significava para mim, mas a pergunta nunca me abandonou, como um mote embutido em todas as vezes em que faço as malas. Viajar para mim não pode ser aprisionado em um significado apenas, mas visto e compreendido em sua multiplicidade. Viajando me sinto livre, deixo para trás as paredes conhecidas, os velhos hábitos, a inflexibilidade que o cotidiano às vezes nos exige.

Viajando eu aprendo, eu traço linhas, faço conexões com minha história e alinhavo minhas memórias antigas com as novas, que logo serão antigas também. Ao viajar, sinto novos cheiros, experimento novas sensações, conheço pessoas, que, assim como eu, também possuem suas histórias. Viajar é uma experiência única e intransferível.

Você sabe o significado de cada viagem que fez, o que cada coisa vivida representou e ninguém poderá tirar isso de você. A memória colhida em suas andanças nunca envelhece. Quem envelhece é o corpo, a mente, não as memórias.

Trabalhadores de hotelaria e restauração são os mais mal pagos

O setor do alojamento e da restauração é o mais mal pago à hora em Portugal e a atividade financeira a mais bem remunerada, auferindo em média quatro vezes mais.

Segundo dados da Pordata, serviço público de informação estatística sobre Portugal, o setor do alojamento e da restauração tem o custo laboral à hora mais baixo (7,2 euros à hora) e a atividade financeira o mais alto (30,6 euros à hora).

Por aqui se vê a importância que se dá ao turismo em Portugal e o grau de competência que se pode esperar de quem na área trabalha. Infelizmente, trabalhar em horeca ainda é visto com um certo estigma, há carências graves de formação (como é possível não se falar inglês nesta área?) e não se valoriza o trabalho de qualidade que se faz em muito lado, com condições inadequadas.